A Procuradoria Geral do Estado do Piauí regulamenta Transação Tributária

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Agora empresas e contribuintes poderão negociar débitos fiscais de ICMS com descontos e condições diferenciadas. Com a regulamentação da Transação Tributária pela Procuradoria Geral do Estado do Piauí – PGE-PI, o contribuinte poderá negociar a regularização de seus débitos fiscais com o Estado do Piauí, com descontos em juros, multas e encargos; parcelamentos diferenciados; negociação conforme a capacidade de pagamento; encerramento de litígios tributários.

O que foi regulamentado no Piauí?

A Portaria PGE/GAB Nº 90/2026 regulamentou a Lei Complementar Estadual Nº  297/2024, que institui a transação tributária no Estado do Piauí.

A Regulamentação estabelece:

  1. Critérios de Negociação;
  2. Classificação dos débitos;
  3. Modalidade de transação;
  4. Hipóteses de descontos;
  5. Regras de parcelamentos;
  6. Hipóteses de rescisão.

Como funcionará a classificação dos débitos?

Os débitos serão classificados conforme:

  1. Grau de recuperabilidade;
  2. Situação econômica do contribuinte;
  3. Histórico fiscal;
  4. Capacidade de pagamento.

A lógica segue modelo semelhante ao utilizado pela PGFN nas transações Federais.

Quais benefícios poderão ser concedidos?

A regulamentação prevê:

  1. Descontos em juros, multas e encargos;
  2. Parcelamentos alongados;
  3. Possibilidade de moratória;
  4. Negociação individualizada.

O principal da dívida não poderá ser reduzido.

Quais são os limites da transação?

A portaria estabelece:

  1. Desconto máximo de até 65%;
  2. Parcelamento em até 120 meses;
  3. Necessidade de observância da capacidade de pagamento.

Quais são as modalidades?

A regulamentação prevê três modalidades principais:

  1. Transação por adesão;
  2. Transação individual;
  3. Transação no contencioso tributário de pequeno valor.

Cada modalidade possui critérios próprios, conforme o perfil do débito e do contribuinte.

Atenção para um ponto  importante!

A adesão à transação:

  1. Implica reconhecimento do débito;
  2. Pode exigir desistência de ações e recursos;
  3. Suspende a exigibilidade durante o cumprimento do acordo.

Por isso, a análise estratégica do passivo tributário é fundamental antes da adesão.

O que isto representa para as empresas?

A regulamentação abre espaço para:

  • Regularização fiscal;
  • Redução de passivos;
  • Melhora da certidão fiscal;
  • Encerramento estratégico de litígios;
  • Reorganização financeira das empresas.

Especialmente para contribuintes com débitos inscritos em dívida ativa estadual.

Fonte: Andreas Chaves

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